CONVÊNIOS E BENEFÍCIOS!

Confira os convênios e benefícios que o SIQUIM-PR oferece para você Profissional da Química Filiado!

6 de abril de 2017

Sindicato dos Químicos do Estado do Paraná - SIQUIM-PR e a valorização do Profissional da Química

O sindicato é uma associação que reúne pessoas de um mesmo segmento econômico ou trabalhista, tendo também como objetivo principal a defesa dos interesses econômicos, profissionais, sociais e políticos dos trabalhadores.

São funções do SIQUIM:

• Negociar ajustes para convenção e acordos coletivos de trabalho, fixando regras e benefícios a serem aplicados aos contratos de trabalho dos empregados do setor químico;
• Prestar serviços assistenciais aos profissionais da química;
• Arrecadar as contribuições dos associados;
• Colaborar com o Estado;
• Representar administrativamente e judicialmente a categoria dos profissionais da química no Estado do Paraná;
• Atuar politicamente defendendo os interesses dos profissionais da química.

Nesse sentido, o SIQUIM, por exemplo, em representação judicial na defesa da categoria já protocolou neste ano ação ordinária de fazer com pedido de tutela provisória de urgência, insurgindo-se contra ato do Presidente da Comissão de Concurso da Polícia Científica do Estado do Paraná (IML), pretendendo a alteração do edital de concurso nº 001/2017, uma vez que estavam excluídos do concurso os profissionais de nível superior da área de Química (bacharéis em Química, licenciados em Química, Químicos Industriais e Engenheiros Químicos).

O SIQUIM também já ajuizou Mandado de Segurança Nº 1.212.033-5 contra o Governo do Paraná a fim de nomear os candidatos ao cargos de Químico do concurso regido pelo edital nº 115/2009-SEAP para formação de cadastro de reserva para o quadro próprio do poder executivo estadual, sendo deferido o pedido e os candidatos chamados para serem empossados.

É imprescindível salientar que os profissionais da Química (Técnicos, Tecnólogos, Químicos, Biólogos, Bioquímicos e Engenheiros) são representados pelo SIQUIM-PR, porém, muitas empresas não os reconhecem nesta base sindical, entendendo que estes pertencem a outras bases sindicais sendo que deveriam ser representados pelo SIQUIM-PR, ou seja, muitas destas empresas que não reconhecem a categoria dos profissionais da química acabam por não cumprir a Convenção Coletiva de Trabalho-CCT, negociada com cláusulas específicas para a área da química, tais como: piso salarial, adicional de insalubridade... dentre outros, acarretando prejuízos aos trabalhadores, umas vez que estes devem ser remunerados de acordo com a legislação específica da categoria.

Assim, é importante que os profissionais tomem conhecimento da CCT dos profissionais da química a fim de verificar se há irregularidades constantes do contrato de trabalho e, consequentemente, comunicar ao Sindicato com o objetivo de reivindicar os seus direitos.

É importante a sua filiação para que o Sindicato possa garantir, bem como buscar implementar medidas que favoreçam a melhor qualidade do trabalho e assegurar ao trabalhador o cumprimento da legislação.


FILIE-SE!!!

Contato
Site: http://www.siquim.com.br
Telefone: (41) 3026-5748

Elton Evandro Marafigo
Diretor-Presidente
SIQUIM-PR

Proposta ruim de um lado, contraproposta do outro: saiba como estão as negociações do ACT 2017-2018

Na semana passada, estivemos reunidos com a diretoria da Sanepar para conhecer a primeira proposta que a empresa apresentaria referente ao Acordo Coletivo de Trabalho 2017-2018. Como era de se esperar, o que eles oferecem está muito aquém daquilo que desejamos e merecemos.

A proposta da empresa foi:

  • Aumento de 4,69% (referente apenas ao INPC do período) no salário e no vale-alimentação
  • Abono de dezembro referente a 110% do + com o valor fixo igual ao do ano passado (R$ 2.212,80)

Na tentativa de proporcionar melhorias e ganhos aos trabalhadores, o Siquim protocolou a seguinte contraproposta:

  • Ganho real de 2%
  • Correção no vale-alimentação pelo índice do IPARDES (8%)
  • Correção no valor fixo do abono

Agora só nos resta aguardar uma próxima reunião e ver como a empresa vai se posicionar.

Assistente da Embasa que aderiu a PDV tem negado pedido de reintegração

A Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho negou provimento a agravo de um assistente de saneamento que aderiu ao Plano de Demissão Voluntária (PDV) da Empresa Baiana de Águas e Saneamento S.A. (EMBASA) dois dias após ser dispensado e pretendia ser reintegrado sem devolver os valores recebidos como prêmio pela adesão. De acordo com entendimento mantido pela Turma, ele aderiu voluntariamente ao plano.

De acordo com o PDV, firmado em acordo com o sindicato profissional, a Embasa poderia rescindir os contratos de empregados aposentados que continuavam trabalhando ou que estivessem aptos a se aposentar mediante o pagamento de “prêmio aposentaria”. O assistente, aposentado, foi dispensado pela entidade, mas, dois dias depois, aderiu ao plano e recebeu cerca de R$ 37,5 mil como compensação, além das verbas rescisórias.

Depois, no entanto, ele ajuizou reclamação trabalhista na qual requeria a reintegração, alegando que, além de ter sido coagido moralmente a aderir ao plano, a EMBASA, por ser integrante da Administração Pública Indireta, violou o artigo 37 da Constituição Federal, ao não motivar sua dispensa. Também afirmou que não aceitaria retornar à função caso a verba recebida no PDV tivesse que ser compensada.

O juízo da 13ª Vara do Trabalho de Salvador (BA) entendeu que a rescisão foi válida porque, além de a coação não ter sido comprovada, o instrumento coletivo que instituiu o PDV foi pactuado pelo sindicato que representa a categoria. O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (BA) manteve a sentença e observou que a rescisão foi justificada por motivação financeira, uma vez que a entidade enfrentava dificuldades econômicas.

No agravo de instrumento pelo qual buscava trazer a discussão do mérito ao TST, o trabalhador sustentou que o Regional se equivocou ao considerar um fato posterior à dispensa (a adesão ao plano) como motivo para a rescisão do contrato de trabalho.

A relatora do recurso, desembargadora convocada Cilene Amaro Santos, no entanto, ressaltou que, como não ficou comprovada a coação, deve ser mantido o entendimento do TRT-BA de que a dispensa foi justificada e aceita pelo empregado. “Ainda que se considere que o trabalhador tenha sido dispensado imotivadamente, consta do acórdão regional, que dois dias após o comunicado de dispensa, ele aderiu de livre e espontânea vontade ao plano de demissão voluntária”, disse. “Logo, não há falar em ofensa ao artigo 37, caput, e II, da Constituição”, concluiu.

A decisão foi unânime. Após a publicação do acórdão, foram opostos embargos declaratórios, ainda não julgados.

Segundo lote do FGTS, para 7,7 milhões de pessoas, será liberado dia 10 de abril

A partir do próximo dia 10 de abril, segunda-feira que vem, a Caixa vai estar preparada para receber mais 7,7 milhões de trabalhadores nascidos em março, abril e maio que passarão a ter o direito de sacar o dinheiro das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Eles representam mais de um quarto do total dos que possuem dinheiro nas contas inativas. A Caixa calcula que essa segunda leva de trabalhadores poderão sacar até R$ 11,2 bilhões.

Desde o dia 10 de março, 4,8 trabalhadores que nasceram em janeiro e fevereiro têm direito ao saque. Para eles, estão disponíveis R$ 6,96 bilhões. Todos, independentemente da data de nascimento, podem retirar o dinheiro até o dia 31 de julho.

Valores até R$ 1,5 mil podem ser sacados no autoatendimento, somente com a senha do Cartão Cidadão. Para valores até R$ 3 mil, o saque pode ser realizado com o Cartão do Cidadão e senha no autoatendimento, lotéricas e correspondentes Caixa. Acima de R$ 3 mil, os saques devem ser feitos nas agências da Caixa.

Para facilidade no atendimento, os trabalhadores devem sempre ter em mãos o documento de identificação e Carteira de Trabalho, ou outro documento que comprove a rescisão de seu contrato. Para valores acima R$ 10 mil é obrigatória a apresentação de tais documentos.

Tem direito a retirar os recursos das contas inativas o trabalhador que pediu demissão ou foi demitido por justa causa até 31 de dezembro de 2015, respeitado o calendário publicado pelo banco. Ao todo, 30,2 milhões de brasileiros têm R$ 43,6 bilhões nas contas inativas que podem ser sacados.

O pagamento das contas inativas começou no dia 10 de março e vai até o dia 31 de julho deste ano, de acordo com o mês de aniversário do trabalhador. Os trabalhadores nascidos em junho, julho e agosto, poderão sacar a partir de 12 de maio; quem faz aniversário em setembro, outubro e novembro, a partir de 16 de junho; os trabalhadores nascidos em dezembro, a partir de 14 de junho.

A Caixa estuda abrir agências neste sábado, dia 8 de abril. Já está certo que o banco abrirá nos sábados 13 de maio, 17 de junho e 15 de julho. Por causa do feriado da Semana Santa, na primeira programação, o banco tinha decidido não abrir no sábado neste mês. No entanto, agora pensa em oferecer atendimentos relacionados ao FGTS: realizar pagamento, solucionar dúvidas, promover acertos de cadastro dos trabalhadores e emitir senha do Cartão Cidadão.

4 de abril de 2017

Sanção do PL da terceirização amplia mobilização popular e isolamento de Temer


A sanção do projeto de terceirização irrestrita, agora Lei 13.429, na sexta-feira (31) à noite, irritou mesmo aliados do governo e sindicalistas mais favoráveis a um processo de negociação, aumentando o isolamento de Michel Temer e ampliando o processo de mobilização, especialmente com vistas à paralisação nacional marcada para o dia 28 deste mês. Na semana passada, o presidente chegou a receber uma delegação da UGT, que reforçou o apelo das centrais pelo veto integral ao projeto. Ao sancioná-lo, Temer "errou feio", disse o presidente da UGT, Ricardo Patah. 

"O PL aprovado possibilita a terceirização para qualquer atividade nas empresas, inclusive, a atividade-fim, o que contribui para precarizar as relações trabalhistas", escreveu Patah em rede social. "A UGT sempre defendeu um projeto que desse segurança e amplas garantias ao trabalhador, podendo ser uma oportunidade de emprego, mas não é o caso."

Defensor do impeachment de Dilma Rousseff, o presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SD-SP), também critica Temer. Segundo ele, a lei da terceirização e as propostas de reformas trabalhistas e da Previdência, da forma como foram apresentadas, são "medidas que penalizam brutalmente os trabalhadores".

Para o presidente da CSB, Antonio Neto, o governo "cometeu mais um grave e imperdoável erro" ao sancionar o projeto "anacrônico e criminoso" da terceirização indiscriminada. "O governo decidiu romper o diálogo com o movimento sindical, ouve somente os empresários, atua numa postura de confronto e trabalha para assegurar a aprovação de pautas nefastas para o povo brasileiro, em benefício apenas do setor financeiro que, ao longo dos anos, tem promovido a atrofia do setor produtivo brasileiro", afirmou, em nota, o dirigente, que é filiado ao PMDB, mesmo partido do presidente Temer.

"Os ideólogos e articuladores políticos do governo, do alto de suas 'espertezas', miopia e incapacidades eleitorais, estão conseguindo destruir a economia do país, os avanços sociais conquistados, os direitos trabalhistas consagrados, a popularidade do Presidente da República e, por fim, certamente, num futuro próximo, com o Partido que assegurou a democracia no país e os direitos constitucionais", acrescentou Neto.

"O Brasil está nas mãos de um vassalo a serviço da elite econômica", afirmou, também em nota, o presidente da CUT, Vagner Freitas. Desde o impeachment, a CUT e a CTB posicionaram-se contrárias a negociações com o governo Temer. "Ao sancionar este projeto monstruoso, ignorando a voz do povo nas ruas e dos diversos setores organizados da sociedade, Temer deixou cair definitivamente a sua máscara e o objetivo final do golpe: ampliar a desigualdade social e transferir toda a riqueza do país para as mãos de um pequeno grupo de vampiros."

Para a central, com a sanção do PL, o governo "está jogando o Brasil numa profunda instabilidade jurídica".

31 de março de 2017

Lula sobre a terceirização: 'É mentira que criará empregos ou aumentará o salário'

Em video publicado pelo PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a Projeto de Lei 4.302, que libera a terceirização irrestrita de trabalhadores em qualquer nível das empresas e que foi aprovado pela Câmara no último dia 22. "Eu não me conformo de ver o cinismo dessa gente que aprovou a terceirização, quase que levando os trabalhadores a ficar sem nenhum direito", diz Lula.

O ex-presidente afirma que as propagandas mentem ao dizer que a terceirização criará empregos ou que trabalhadores ganharão mais. "Não há exemplos no mundo de que a terceirização melhorou. Ela vai precarizar as condições de trabalho. Você não pode aceitar retroceder 60, 70 anos atrás", criticou. Ele acrescenta que durantes as crises, o povo trabalhador é "quem paga a conta".

Lula também lembrou da importância da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), promulgada em 1º de maio de 1943, e diz que a PL levará o país ao período anterior à sua criação "Era uma vida de quase escravo, a do trabalhador. Não tinha jornada de trabalho consolidada, os empresários achavam que férias prolongadas era ócio. Agora, com a lei de terceirização, estão levando o Brasil ao passado."

Contra a agenda do governo Temer que retira direitos, como os projetos de reforma trabalhista e da Previdência, centrais sindicais e movimentos sociais que integram as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo saem às ruas, em todo o Brasil, nesta sexta-feira (31). Confira a programação das manifestações.



Fonte: Rede Brasil Atual.

Desemprego bate novo recorde e já atinge mais de 13 milhões no Brasil

O desemprego no trimestre encerrado em fevereiro deste ano bateu novo recorde e chegou a 13,2%, informou o IBGE na manhã desta sexta-feira (31). Pela primeira vez, o número de desempregados ultrapassou os 13 milhões: ao todo, foram 13,5 milhões de pessoas procurando emprego no período. O número representa uma alta de 1,4 milhão com relação ao trimestre encerrado em novembro, quando a taxa de desemprego foi de 11,9%.

Os dados constam da Pnad Contínua, a pesquisa oficial de emprego do instituto. O indicador abrange trimestres móveis. Nesta divulgação, o indicador refere-se a janeiro deste ano e aos meses de dezembro e novembro do ano passado. Em função dos trimestres móveis, o IBGE recomenda comparação de períodos em que não há sobreposição de meses. Neste caso, portanto, a comparação com o trimestre imediatamente anterior é feita com o período de setembro, outubro e novembro.

O desemprego aumentou também na comparação anual do indicador. No trimestre encerrado em fevereiro de 2016, a taxa de desemprego esteve em 10,2%. Em um ano, o número de pessoas na fila do emprego aumentou 3,2 milhões. O rendimento trabalhador ficou estável, tanto na comparação com trimestre anterior quanto com o mesmo trimestre de 2016, em R$ 2.068.

Fonte: Bem Paraná.

Multados dois ex-diretores da Sanepar por compras sem licitação em 2014

O Tribunal de Contas do Estado aplicou seis multas, que em março somam aproximadamente R$ 23 mil, a Fernando Eugênio Ghignone, presidente; e Antônio Hallage, diretor administrativo da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) em 2014. O motivo das multas foram contratações diretas, sem o necessário procedimento licitatório, de produtos e serviços em valores acima dos limites legais. 

A Sexta Inspetoria de Controle Externo do TCE-PR, responsável pela fiscalização da Sanepar em 2014, apurou que, naquele ano, a estatal realizou três pagamentos em afronta ao limite de R$ 16 mil para compras diretas, que não exigem procedimento licitatório, estabelecido pelo artigo 36 da Lei Estadual nº 15.608/09. Essa lei trata de licitações, contratos e convênios no âmbito da administração estadual do Paraná. Na Comunicação de Irregularidade, os analistas da 6ª ICE também apontaram indícios de fracionamento de objeto nas contratações. 

Em 2014, a Sanepar gastou R$ 44.262,72 na compra de 14 modens analógicos, utilizados na automação de sistemas em Apucarana, Cambé e Londrina. Os modens foram adquiridos de dois fornecedores. A empresa também utilizou a compra direta na aquisição de equipamentos de áudio e vídeo, que totalizaram R$ 69.055,84. O terceiro gasto irregular ocorreu no pagamento de um total de R$ 86.443,25, por refeições fornecidas por duas empresas – uma de Curitiba e a outra de São José dos Pinhais.

No total, as contratações diretas e fracionadas somaram R$ 199.761,81 naquele ano. A Comunicação de Irregularidade apontou falta de planejamento e deficiência no Sistema de Contratações Descentralizadas (SCD) da Sanepar como causa da realização das despesas sem licitação acima dos limites legais. Com isso, foram violados os princípios constitucionais da legalidade, da economicidade, da eficiência, da isonomia e da obrigatoriedade de licitação pública. 

Determinação 

A partir da Comunicação de Irregularidade, o TCE-PR abriu processo de tomada de contas extraordinária, para apurar responsabilidades. Na defesa, os ex-gestores da Sanepar alegaram que as contratações diretas foram realizadas de boa-fé e não causaram prejuízo ao cofre estadual. Também argumentaram que as refeições foram compradas para alimentar trabalhadores envolvidos em serviços emergenciais de reparos da rede de água e esgoto realizados fora do horário de expediente. 

Seguindo as instruções da 5ª ICE (atual denominação da unidade responsável pela fiscalização da Sanepar) e da Coordenadoria de Fiscalização Estadual (Cofie) e o parecer do Ministério Público de Contas (MPC-PR), o relator do processo, conselheiro Artagão de Mattos Leão, considerou as contas irregulares. 

Ghignone e Hallage receberam três multas cada um, pelas três contratações diretas em valores acima do permitido pela Lei Estadual 15.608/07. Prevista no artigo 87, parágrafo 4º, alínea d, da Lei Orgânica do TCE-PR (Lei Complementar Estadual nº 113/2005), cada multa equivale a 40 vezes o valor da Unidade Padrão Fiscal do Estado do Paraná (UPF-PR). A UPF-PR tem correção mensal e, em março, vale R$ 95,61. Com esse fator de conversão, cada multa aplicada aos ex-diretores da Sanepar vale, em março, R$ 3.824,40. O total das seis sanções soma R$ 22.946,40. 

Além das multas, o TCE-PR determinou que a Sanepar planeje seus gastos de forma corporativa, para eliminar as contratações diretas do mesmo produto ou serviço que ultrapassem o limite legal anual de R$ 16 mil. A decisão foi unânime entre os conselheiros reunidos na sessão de 23 de fevereiro do Tribunal Pleno. 

Em 20 de março, Fernando Eugênio Ghignone ingressou com recurso contra a decisão emitida no Acórdão 739/17 - Tribunal Pleno, publicado em 10 de março, na edição 1.550 do Diário Eletrônico do TCE-PR. Os Embargos de Declaração serão analisados pelo relator da decisão original e julgados pelo Pleno da corte.

Fonte: Bonde.

28 de março de 2017

Dieese: terceirização reduz salários e reforça desigualdade

O uso ilimitado da terceirização deverá levar a um aprofundamento da desigualdade, com aumento da precarização das condições de trabalho e de remuneração, resultando em piora na distribuição da renda, avalia o Dieese, em nota técnica divulgada sobre o tema. Com base em dados de 2014 e dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) e da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), o instituto aponta taxa de rotatividade maior em atividades tipicamente terceirizadas, que também se caracterizam por salários menores (à exceção do Sudeste) e maior percentual de afastamento em consequência de acidentes de trabalho.

"A adoção da terceirização de forma indiscriminada, no Brasil e no mundo, tem sido olhada de forma crítica. Em alguns casos, o processo tem sido até mesmo revertido por algumas empresas, por afetar a qualidade dos produtos e serviços e fragmentar excessivamente os processos produtivos, levando, inclusive, à queda na produtividade", diz o Dieese. "Portanto, a regulamentação irrestrita da terceirização, baseada somente numa visão de curto prazo, não apenas penaliza o trabalhador, como também pode comprometer o desempenho das empresas, em longo prazo."

"Num momento de profunda crise econômica como o atual, a permissão indiscriminada da terceirização, em vez de ser uma solução, poderá se transformar em risco adicional à retomada do crescimento econômico, do emprego e, especialmente, da saúde financeira do Estado", acrescenta o Dieese. Segundo os técnicos, há outras questões a serem consideradas no debate, como a "segurança laboral" dos atuais e futuros terceirizados, a representação sindical, garantias em caso de rescisão, condições de trabalho, igualdade de oportunidades e arrecadação fiscal/tributária.

Segundo os dados usados pelo instituto, em 2014 havia 12,5 milhões de vínculos ativos em atividades tipicamente terceirizadas (apoio, manutenção, suporte técnico, representantes comerciais e outras) e 35,6 milhões nas consideradas tipicamente contratantes. "Ou seja, essas últimas respondem por cerca de um quarto dos vínculos de trabalhos formais no Brasil", observa.

A alta rotatividade característica do mercado de trabalho no país é "significativamente maior" nas atividades terceirizadas, aponta o instituto. Em 2014, o tempo médio dos contratos era de 34,1 meses (ou dois anos e 10 meses), enquanto nas atividades contratantes esse período era de 70,3 meses, ou cinco anos e 10 meses.

A diferença se observa também em relação aos salários. Em dezembro de 2014, a remuneração média nas atividades contratantes era de R$ 2.639, enquanto nas terceirizadas esse valor ficava em R$ 2.021 (-23,4%). Segundo o estudo, de 2007 a 2014 a diferença se manteve entre 23% e 27%, em média.

Recuo ao século 19, terceirização ampla desmonta sistema de proteção

Ao impor limite de gastos primários e apresentar propostas de reformas trabalhista e previdenciária, o governo simplesmente busca atender a apelos da livre iniciativa e "remover" obstáculos representados por um Estado indutor de crescimento e articulador de políticas públicas. Essa é, em resumo, a filosofia das medidas da gestão Temer, na visão da desembargadora aposentadora Magda Barros Biavaschi, pesquisadora do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho da Universidade Estadual de Campinas (Cesit-Unicamp).

Como parte desse processo, ela vê a aprovação do Projeto de Lei 4.302, de terceirização irrestrita, "um bárbaro retrocesso, um salve-se quem puder". Um cenário de universidades sem professores, hospitais sem médicos e empresas aéreas sem pilotos. É um momento grave, observa, "em que a gente precisa discutir o modelo de sociedade que queremos".

O discurso da flexibilização como estímulo ao emprego, à produtividade e ao investimento é falacioso, reage Magda. "Nós sabemos, e os estudos mostram, que não há nenhuma evidência empírica com a relação a esse nexo de causalidade", afirma, citando análises recentes da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

"Portanto, não é flexibilizando e retirando direitos que nós vamos enfrentar o problema do desemprego, da competitividade. O pressuposto para isso é a dinamização da economia", diz. "Aqueles países que mais flexibilizaram, mais terceirizaram, são os que perderam competitividade." A alegada "rigidez" é questionada pela pesquisadora – ela afirma que o sistema já privilegia a negociação coletiva (mas para adicionar, e não suprimir, direitos) e que a própria CLT passou por muitas reformas desde que surgiu, nos anos 1940.

A pesquisadora também vê criticamente outro projeto, o PLC 30, em tramitação no Senado, aprovado em 2015 na Câmara como PL 4.330. "Os dois são péssimos, são redutores de direitos, rasgam a CLT e propõem um novo padrão regressivo à ordem liberal do século 19", afirma. No texto aprovado nesta semana, o do projeto 4.302, que também mexe na lei do trabalho temporário (de 1974), ela aponta outros riscos: "O contrato temporário pode ser usado para cobrir necessidades permanentes".

Patamar civilizatório

A retomada do pensamento que Magda chama de "ultraneoliberal" se dá a partir de 2015, quando as forças derrotadas na eleição do ano anterior se juntam ao PMDB e ao então vice-presidente, autor do programa Ponte para o Futuro, que recupera e incorpora essas teses. "A reforma se completa com o negociado sobre o legislado. A lei deixa de ser o patamar civilizatório mínimo", afirma a desembargadora, citando comentário espirituoso do jornalista Mino Carta. "Só não é retrocesso para a Idade Média porque o Brasil não teve Renascimento."

As mudanças também deverão trazer impactos negativos à Previdência, na medida em que se reduz a base de arrecadação. E, ao contrário do que argumentam os defensores do projeto, haverá aumento de conflitos e de judicialização, "porque teremos muitos precarizados, muito mais desempregados".

Ela lembra que o 4.302 foi apresentado – pelo governo Fernando Henrique Cardoso – em 1998, "num período de muita flexibilização dos direitos sociais do trabalho", em um período de desemprego elevado e igualmente com o discurso de que a "rigidez" da legislação inibia contratações. Momento de "avalanche neoliberal", lembra Magda. "Era um modelo de sociedade e de Estado que estava sendo implementado." Nessa onda, apareceu a proposta da prevalência do negociado sobre o legislado, em projeto que chegou a ser aprovado na Câmara, mas acabou arquivado em 2003, no primeiro ano do governo Lula. 

O PL 4.302 é aprovado na Câmara em 2000, vai ao Senado e ganha um substitutivo dois anos depois, mas não é mais discutido. Em 2004, aparece outro projeto sobre terceirização, o 4.330, que avança lentamente, com críticas da Justiça do Trabalho e divisão no meio sindical. Aprovado enfim em 2015, o texto vai para o Senado, como PLC 30, e tem como relator Paulo Paim (PT-RS), que organiza audiências públicas por todo o país. Mas aí vem o processo de impeachment.

Jurisprudência

No campo legal, como não havia legislação específica no país, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) criou em 1986 o Enunciado 256, que em 1993, com alterações, se tornaria a Súmula 331, para regular o tema. "Não é lei, é a cristalização de uma jurisprudência", observa a desembargadora. "Essa súmula passou a normatizar as relações de trabalho para contratação de terceiros", acrescentando, lembrando que o TST proíbe as terceirizações nas chamadas atividades-fim das empresas. Desde então, foram constantes as pressões para cancelar a 331, que chegou a ser ampliada em 2000, para estender a responsabilização do contratante para os entes públicos. 

Um caso paradigmático, lembra Magda, é o da Cenibra, em Minas Gerais. Derrotada na Justiça do Trabalho, a empresa apresentou recurso extraordinário (RE 958.252) ao Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a Súmula 331. O caso, de repercussão geral, tem como relator o ministro Luiz Fux. Entrou na pauta pela última vez em novembro do ano passado.

A desembargadora acredita que o tema da reforma trabalhista ainda não "viralizou", como na questão previdenciária, mas que isso já começa a acontecer. "A reforma da Previdência é de fácil compreensão. As pessoas fazem contas, sabem que vão morrer trabalhando e não vão se aposentar", observa. Os projetos trabalhistas têm, em síntese, o objetivo de reduzir custos "pelo sacrifício do trabalhador".

Tanto o 4.302 como o PLC 30 (o 4.330 original) são, em sua definição, "instrumentos malévolos não só aos trabalhadores, mas à economia brasileira". O que acaba de ser aprovado expande a terceirização para todas as atividades, amplia a possibilidade de contratação temporária (e permite a prorrogação), institucionaliza a chamada PJ, retira multa pelo descumprimento de direitos e afeta a organização sindical. A possibilidade de o trabalho temporário ser usado para cobrir necessidades permanentes é visto como um risco: "Num país em que a rotatividade é muito alta, os contratos são de curta duração, permitir isso é um bárbaro retrocesso. Vamos legitimar o gato".

Mesmo em "tempos sombrios" e diante de uma correlação desigual de forças em relação aos que defendem uma sociedade menor desigual, a desembargadora propõe resistência ("O naufrágio de todas as esperanças é a inação", diz, citando expressão do pensador alemão Max Weber). Integrante de um grupo de trabalho no Cesit/Unicamp que reúne pesquisadores e outros especialistas no mundo do trabalho e do Fórum em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras Ameaçados pela Terceirização, ela coordena um manifesto que no mês que vem será entregue no Congresso, antes da votação do PL 6.787, de reforma trabalhista – o relatório deverá ser apresentado em 13 de abril. "Essa dita modernidade na realidade é um regresso", diz Magda. "O mundo já mostrou que isso não dá certo."