CONVÊNIOS E BENEFÍCIOS!

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28 de janeiro de 2019

Assembleias para formação de pauta ACT 2019-2020 começam dia 29/01

O Siquim realizará, entre os dias 29 de janeiro e 14 de fevereiro, sessões de Assembleia Geral extraordinária para elaboração da pauta de reivindicações do ACT 2019-2020. Confira abaixo o edital de convocação e a PAUTA DE REIVINDICAÇÃO - CLIQUE AQUI!:



                       

23 de janeiro de 2019

Impactos da Reforma da Previdência na vida dos trabalhadores


Os impactos que a Reforma da Previdência podem causar ao trabalhador são extremamente gravosos, uma vez que, aos novos trabalhadores com registro na CTPS, e que forem incluídos no cadastro pelo Novo Regime Geral da Previdência Social(RGPS) terão que contribuir mensalmente tendo como base um percentual sobre sua folha de pagamento, sendo que estes valores serão administrados por uma Instituição Financeira na forma de Previdência Privada, ou seja, Regime de Capitalização(forma em que se verifica o crescimento do capital).

Assim, nesse novo sistema, o empregador não terá a obrigatoriedade de recolher sua parte da contribuição no percentual de 20% da folha de pagamento dos trabalhadores.

É importante explanar que, os trabalhadores, que até a data da entrada em vigor da nova Reforma estiverem cadastrados no atual RGPS, continuarão realizando contribuição ao Fundo Mútuo que garante as aposentadorias num percentual de 11% de sua folha de pagamento e a empregadora com 20%.

Ao seguir esta linha é imprescindível fazer o seguinte questionamento: será que o empregador manterá os trabalhadores de acordo com as regras atuais, sendo ele obrigado a contribuir com 20% sobre sua folha de pagamento?

Não há dúvidas de que haverá um enorme número de demissões dos trabalhadores vinculados ao atual regime, justamente para que outros sejam contratados pelo novo!

Desse modo, considerando que uma vez demitidos, estes trabalhadores continuarão vinculados ao atual Regime Geral da Previdência e que nestes casos inexiste a possibilidade de portabilidade, ou seja, dificilmente serão recontratados.

Portanto, devemos refletir sobre as Reformas até então aprovadas e as que ainda serão, uma vez que, o Estado parece estar mesmo preocupado em prolongar o sofrimento dos trabalhadores.

Anderson Vinicius Santos Andrade
(Assessoria Jurídica – SIQUIM-PR)

16 de janeiro de 2019

Mudanças na CLT e na Previdência podem aumentar acidentes de trabalho

Sinalizações do governo Bolsonaro deixam trabalhadores ainda mais vulneráveis. Pior para os terceirizados e informais

As diretrizes econômicas do governo Jair Bolsonaro (PSL) podem agravar os números de acidentes de trabalho no Brasil – que matam mais do que várias epidemias pelo mundo. Nos últimos sete anos, foram registrados 4,5 milhões, dos quais 16.900 foram fatais. Os dados estão disponíveis no site do Observatório Digital de Saúde e Segurança no Trabalho, plataforma desenvolvida pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT).

A advogada trabalhista Maíra Calidone Recchia Bayod alerta que o número real de acidentes pode ser ainda maior: "Da mesma forma como acontece com a violência doméstica, que há uma subnotificação, os trabalhadores informais não entram nessa estatística. Em muitos casos, o trabalhador se acidenta e a empresa não abre a CAT, que é a Comunicação por Acidente de Trabalho. Esses números, que já são alarmantes, podem ser ainda maiores”.

Um dos fatores que eleva a subnotificação dos casos de acidentes de trabalho é a informalidade, que vem aumentando no Brasil desde a aprovação da reforma trabalhista, aprovada em 2017. O cenário preocupa o Procurador do MPT, Leonardo Mendonça.

"A subnotificação de acidentes de trabalho é um problema mundial. A OIT, Organização Internacional do Trabalho, tem estudos que indicam que, a cada acidente de trabalho notificado, nós podemos ter até sete não notificados", explica. "O aumento da informalidade preocupa bastante, porque na informalidade, normalmente, os acidentes não são notificados”.
Outro sinal de alerta foi acendido pela terceirização irrestrita, como explica o advogado especialista em direito do trabalho Vinícius Cascone.

"Com a flexibilização das relações trabalhistas no Brasil, ampliou-se a terceirização de forma irrestrita. Então, essas terceirizadas não dão o mesmo treinamento aos seus empregados que a empresa tomadora dá. O trabalhador não está habilitado para operar em um ambiente inseguro. Ele não tem equipamento de proteção adequado, e quando é fornecido são insuficientes", lamenta.

Além da subnotificação, Cascone chama atenção para outras situações não notificadas como acidente de trabalho, mas que impactam diretamente a saúde do trabalhador: “Quando falamos em acidente de trabalho, a gente não está falando só daqueles acidentes típicos. Também estão as doenças ocupacionais relacionadas. Aquela pessoa que está exposta a um contaminante químico, por exemplo, ou um agrotóxico”.

De 2012 a 2019, os acidentes de trabalho custaram quase R$ 78 bilhões à Previdência Social, segundo o MPT. Nessa conta, estão gastos com auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão por morte e auxílio-acidente. Considerando apenas as novas concessões, entre 2012 e 2017 foram gastos mais de R$ 26 bilhões.

Fiscalização sucateada

A precarização do sistema de fiscalização torna o cenário ainda mais alarmante. Um levantamento realizado pelo Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) em 2018 revelou que dos 3.644 cargos existentes, 1.317 estão vagos. O número atual de 2.327 profissionais é o menor em 20 anos.

A situação contraria o artigo 10 da Convenção 81 da OIT, que estabelece que os países devem manter “quantitativo suficiente de auditores-fiscais do trabalho em relação ao número de estabelecimentos, de trabalhadores, além de observar as exigências demandadas pela complexidade de suas legislações trabalhistas”.

O Ministério Público do Trabalho ajuizou uma ação para que seja observado pela união o número adequado de auditores-fiscais, considerando o tamanho da população trabalhadora.

Outra preocupação dos especialistas é em relação ao fim do Ministério do Trabalho e ao fatiamento das secretarias. Toda a estrutura de fiscalização, no governo Bolsonaro, está sob responsabilidade do Ministério da Economia, comandado pelo ultraliberal, Paulo Guedes.

“O fiscal vai estar subordinado ao Ministério da Fazenda, que tem um claro condão liberal de flexibilização, de deixar que a fiscalização seja feita pelas próprias empresas. Então, o nosso entendimento é que mais uma vez, a extinção do Ministério do Trabalho tem o claro condão de afastar a fiscalização do estado em relação às relações de trabalho e o descumprimento da lei”, afirma Cascone.

O Brasil tem uma população economicamente ativa de mais de 104 milhões de trabalhadores, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).

E agora, quem poderá nos defender?

O presidente Jair Bolsonaro afirmou em diversas ocasiões que pretende acabar com a Justiça do Trabalho. Cascone lamenta as declarações do mandatário e lembra a importância da Justiça trabalhista na defesa dos interesses dos trabalhadores, a parte mais fraca de uma relação laboral.

“Nós entendemos que a Justiça do Trabalho cumpre um papel fundamental para a paz social, para o equilíbrio, ao tentar minimizar as diferenças que existem nas relações de trabalho. Além de ser uma justiça altamente especializada, que entende a questão”, finaliza.

O governo não detalhou como pretende fazer as mudanças na Justiça do Trabalho. Advogados trabalhistas e juristas pretendem realizar um ato em São Paulo no dia 21 de janeiro em defesa da Justiça do Trabalho e dos direitos sociais.


FONTE: Central Única dos Trabalhadores - CUT

8 de janeiro de 2019

Frente de juízes repudia ataques de Bolsonaro à Justiça do Trabalho

Em nota pública divulgada neste domingo, entidade que reúne 40 mil juízes e promotores de todo o país, manifestou repúdio à sinalização do presidente sobre extinção da Justiça do Trabalho

A Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público (Frentas), associação integrada da magistratura e do Ministério Público e que reúne 40 mil juízes, promotores e procuradores em todo o país, alertou neste domingo (6), o presidente Jair Bolsonaro que a "supressão" ou a "unificação" da Justiça do Trabalho representa "grave violação" à independência dos Poderes. Em nota pública, a entidade critica "qualquer proposta" de extinção da Justiça do Trabalho ou do Ministério Público do Trabalho. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Na quinta-feira (3), em entrevista ao SBT, Bolsonaro cogitou o fim da Justiça do Trabalho. O presidente afirmou ainda que pretende aprofundar a reforma da legislação trabalhista.

"A Justiça do Trabalho tem previsão textual no art. 92 da Constituição da República, em seus incisos II-A e IV (mesmo artigo que acolhe, no inciso I, o Supremo Tribunal Federal, encabeçando o sistema judiciário brasileiro). Sua supressão – ou unificação – por iniciativa do Poder Executivo representará grave violação à cláusula da independência harmônica dos poderes da República (CF, art. 2o) e do sistema republicano de freios e contrapesos", afirma a nota da frente.

A entidade diz ainda que "não é real a recorrente afirmação de que a Justiça do Trabalho existe somente no Brasil". "A Justiça do Trabalho existe, com autonomia estrutural e corpos judiciais próprios, em países como Alemanha, Reino Unido, Suécia, Austrália e França. Na absoluta maioria dos países há jurisdição trabalhista, ora com autonomia orgânica, ora com autonomia procedimental, ora com ambas."

A nota prossegue. "A Justiça do Trabalho não deve ser 'medida' pelo que arrecada ou distribui, mas pela pacificação social que tem promovido ao longo de mais de setenta anos. É notória, a propósito, a sua efetividade: ainda em 2017, o seu Índice de Produtividade Comparada (IPC-Jus), medido pelo Conselho Nacional de Justiça, foi de 90% (noventa por cento) no primeiro grau e de 89% (oitenta e nove por cento) no segundo grau."

Na sexta-feira (4), o presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Feliciano, afirmou que "nenhum açodamento será bem-vindo". Para Feliciano, a magistratura do Trabalho está "aberta ao diálogo democrático, o que sempre exclui, por definição, qualquer alternativa que não seja coletivamente construída".

Ainda na sexta, a principal e mais influente entidade dos juízes em todo o País, a Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), divulgou nota em que defende o "fortalecimento" da Justiça do Trabalho. A Anamatra e a AMB integram a Frentas.

Leia a íntegra da nota pública da frente associativa da magistratura e do Ministério Público:
A Frentas – Frente Associativa da Magistratura e do Ministério Público, congregando mais de 40 mil juízes e membros do Ministério Público, com respeito às declarações feitas pelo presidente da República Jair Bolsonaro, em entrevista divulgada nesta quinta p.p. (3/1), vem a público manifestar-se nos seguintes termos.

1. Não é real a recorrente afirmação de que a Justiça do Trabalho existe somente no Brasil. A Justiça do Trabalho existe, com autonomia estrutural e corpos judiciais próprios, em países como Alemanha, Reino Unido, Suécia, Austrália e França. Na absoluta maioria dos países há jurisdição trabalhista, ora com autonomia orgânica, ora com autonomia procedimental, ora com ambas.

2. A Justiça do Trabalho não deve ser "medida" pelo que arrecada ou distribui, mas pela pacificação social que tem promovido ao longo de mais de setenta anos. É notória, a propósito, a sua efetividade: ainda em 2017, o seu Índice de Produtividade Comparada (IPC-Jus), medido pelo Conselho Nacional de Justiça, foi de 90% (noventa por cento) no primeiro grau e de 89% (oitenta e nove por cento) no segundo grau.

3. A Justiça do Trabalho tem previsão textual no art. 92 da Constituição da República, em seus incisos II-A e IV (mesmo artigo que acolhe, no inciso I, o Supremo Tribunal Federal, encabeçando o sistema judiciário brasileiro). Sua supressão – ou unificação – por iniciativa do Poder Executivo representará grave violação à cláusula da independência harmônica dos poderes da República (CF, art. 2o) e do sistema republicano de freios e contrapesos. O mesmo vale, a propósito, para o Ministério Público, à vista do que dispõe o art. 128 da Carta, em relação à iniciativa ou aval da Procuradoria-Geral da República. Em ambos os casos, ademais, esforços de extinção atentam contra o princípio do desenvolvimento progressivo da plena efetividade dos direitos sociais, insculpido no art. 26 do Pacto de San José de Costa Rica, de que o Brasil é signatário.

4. Por tais razões, a FRENTAS repele qualquer proposta do Poder Executivo tendente à extinção, à supressão e/ou à absorção da Justiça do Trabalho ou do Ministério Público do Trabalho, seja pela sua inconstitucionalidade, seja pela evidente contrariedade ao interesse público.

17 de dezembro de 2018

Cida Borguetti envia para a AL pedido para privatizar empresas públicas

Projeto de Lei tramita em regime de urgência na AL, a pedido de Ratinho Junior, segundo disse Cida Borguetti
Por meio da mensagem 059/2018, assinada no último dia 11 de dezembro, a governadora do Paraná, Maria Aparecida Borguetti, enviou à AL (Assembleia Legislativa) Projeto de Lei que cria o PAR (Programa de Parcerias do Paraná), com o objetivo de desestatizar empresas públicas do Estado e firmar convênios com a iniciativa privada.
A medida, de acordo com a mensagem, foi feita a pedido do governador eleito, Ratinho Junior (PSD), que tomará posse no dia 1º de janeiro de 2019.
A matéria deverá tramitar em regime de urgência na AL, demonstrando a vontade de ambos a se desfazer do patrimônio da população paranaense com promessas de melhorias na qualidade e eficiência.
A pressa é tanta que o projeto já foi aprovado na Comissão de Justiça, está em discussão na Comissão de Finanças e deverá ir à votação no Plenário da Assembleia na terça-feira (18/12).
O deputado Tadeu Veneri (PT) declarou, em entrevista ao jornal Folha de Londrina, na edição desta terça-feira (17/12), que “o projeto é tão absurdo que permite que, por exemplo, Copel e Sanepar contratem Parcerias Público-Privadas sem o conhecimento do Estado e diz que o Tribunal de Contas não pode fiscalizar e dar parecer contrário penalizando os gestores”.
Os Sindicatos majoritários da Sanepar, da Copel e demais representações sindicais dos trabalhadores e trabalhadoras das empresas estatais paranaenses estão mobilizando suas categorias para impedir a aprovação desse projeto.
Além do corte de pessoal, a privatização só interessa aos investidores privados, que estão preocupados somente com a elevação dos lucros das empresas e isso certamente vai levar ao aumento das tarifas, a exemplo do que ocorreu com a Sanepar.
Quanto aos recursos arrecadados com as privatizações e parcerias, não há garantias de que serão aplicados em políticas sociais, na geração de empregos ou mesmo em políticas de desenvolvimento do Paraná. Se não houver fiscalização eficaz, correm o risco de sumirem pelos ralos do poder por onde habitam as sanguessugas aliados ao governo de plantão.
FONTE: SINDAEL

4 de dezembro de 2018

Onyx confirma extinção do Ministério do Trabalho

Atividades serão distribuídas entre três pastas
O ministro extraordinário da transição, Onyx Lorenzoni, confirmou nesta segunda-feira (3) a extinção do Ministério do Trabalho a partir de 1º de janeiro, quando o presidente Jair Bolsonaro assume o Executivo nacional. Em entrevista à Rádio Gaúcha nesta manhã, Onyx explicou que as atuais atividades da pasta serão distribuídas entre os ministérios da Justiça, da Economia e da Cidadania.
Segundo ele, tanto as concessões de cartas sindicais quanto a fiscalização das condições de trabalho ficarão a cargo da equipe de Sergio Moro (Justiça). Sob o guarda-chuva de Paulo Guedes (Economia) e Osmar Terra (Cidadania) serão divididas as políticas de emprego, contemplando ações voltadas para o empregador e para empresários.
Onyx afirmou que o futuro governo terá 20 ministérios funcionais e dois eventuais. Os dois últimos são estruturas com status ministerial temporariamente, de acordo com estratégias defendidas pela equipe de Bolsonaro. Trata-se do Banco Central que “quando vier a independência deixa status de Ministério” e a Advocacia-Geral da União (AGU).
Bolsonaro deve definir nos próximos dias o comando do Meio Ambiente e dos Direitos Humanos. Onyx Lorenzoni vai detalhar a nova estrutura do governo em uma entrevista coletiva marcada para esta tarde.
Parlamentares
Nesta terça-feira, Onyx acompanha o presidente eleito em conversas com bancadas parlamentares. O primeiro grupo será do MDB e PRB que, juntos, têm mais de 60 parlamentares. Na quarta-feira, será a vez das bancadas do PR e PSDB.
De acordo com o futuro ministro de Bolsonaro, os encontros têm como finalidade apresentar um modelo diferente da relação entre Executivo e Legislativo. Onyx reiterou a afirmação que vem sendo feita pelo presidente eleito de que não haverá mais a política “toma lá, dá cá”, quando cargos eram distribuídos em troca de apoio na votação de projetos prioritários.
“Ao longo dos anos esses lugares eram dados e usados para operações que eram desvio de dinheiro público. E isso não vai ter no governo Bolsonaro. Estamos criando um novo mecanismo que não existe, uma nova lógica de relacionamento de construção de maioria que passa primeiro na relação com as bancadas, depois frentes parlamentares e vamos ter coordenadores regionais”, disse.
Segundo ele, a maioria será construída com apoio a parlamentares em projetos nos seus estados, como a execução de obras e atendimento de outras emendas, além da participação em programas do governo.
Fonte: NCSTPR

23 de novembro de 2018

Informativo PCCR SANEPAR


Na última terça-feira, 20 de novembro de 2018, o SIQUIM, bem como outras entidades sindicais, participou de uma reunião com a Comissão Mista para a Revisão e Atualização do Plano de Cargos, Carreiras e remuneração – Comissão do PCCR.

Esta reunião foi uma reivindicação das entidades sindicais junto a Comissão através dos membros representantes do Coletivo Intersindical de Categorias Diferenciadas que dela participam e teve como objetivo conhecer o trabalho desenvolvido e tirar algumas dúvidas surgidas nos últimos dias.

Inicialmente, as entidades sindicais tinham as seguintes preocupações e dúvidas sobre o que estava sendo divulgado quanto a proposta em construção, com base nas informações da saída de alguns membros da Comissão do PCCR, e se posicionaram no sentido de que o Plano deveria constar:

·      Que haja reserva orçamentária suficiente para garantir o pagamento de todos steps previstos no Plano de Carreira para cada trabalhador, independentemente se este atingirá ou não a nota máxima, de forma a evitar possíveis congelamentos na distribuição e valorização dos trabalhadores em razão da falta de disponibilidade orçamentária;
·      Que a linha de corte (notas a serem atingidas para cada step) seja clara e transparente, preferencialmente com notas fixas para cada avanço, de forma que o trabalhador saiba exatamente quantos steps ele terá direito conforme a nota que ele obter após o fechamento do ciclo de avaliação;
·      Que não conste qualquer cláusula de demissão após avaliações com baixo conceito, sem que seja proporcionada uma chance de melhoria e recuperação ao trabalhador;
·      Que as propostas do PAI - Programa de Aposentadoria Incentivada - sejam discutidas fora do PCCR, eis que devem ser discutidas de maneira abrangente com as entidades sindicais e que este programa não esteja vinculado ao orçamento do PCCR, para não prejudica-lo.

Os membros Representantes Sindicais Diferenciados da Comissão do PCCR apresentaram a prévia da proposta que está sendo construída para o Plano às entidades sindicais, de modo que estas pudessem conhecer e analisar o seu conteúdo, tirando dúvidas e contribuindo com sugestões.

Durante a apresentação, a Comissão do PCCR informou que toda a construção da proposta foi desenvolvida através da busca pelo consenso entre os membros, desde o início até então, incluindo a participação ativa dos membros que se retiraram da Comissão, e que a proposta possui uma lógica de aplicação e execução do Plano, sendo que não caberá a aplicação de partes isoladas da proposta, pois as ferramentas e metodologias que a contemplam só terão sentido se aplicadas de forma integral.

A Comissão reforçou ainda que, para que a proposta do Plano seja concretizada, é fundamental que haja dotação orçamentária transparente e que, sem isso seria impossível traçar um Plano que possa favorecer o trabalhador. Além disso, ressaltou que a proposta está sendo construída para que o Plano conte com regras mais transparentes, seguras e objetivas, que proporciona ao trabalhador uma escalada digna na sua carreira na Companhia.

Além disso, foram demonstradas sugestões de metas e indicadores que podem ser aplicados e outros que necessitarão de melhor análise pela áreas de Planejamento Estratégico, bem como demais Diretorias e Gerências para que, segundo a Comissão, seja possível viabilizar uma revisão nos “pesos da avaliação das dimensões Institucional, Setorial e Individual, de modo a valorizar mais os aspectos individuais e setoriais, fazendo com que os empregados tenham a real orientação para resultados e observem a sua contribuição no desempenho de seu Processo, Gerência ou Diretoria, bem com da Companhia.

Para finalizar, os membros Representantes Sindicais Diferenciados da Comissão do PCCR afirmaram que o haverá qualquer proposta de desligamento automático no caso de avaliações de baixo conceito, bem como a proposta do PAI que está sendo discutida será a parte do PCCR, sendo que, se for contemplada, será como sugestão para a Diretoria da Companhia e não será vinculada ao Plano, bem como também não haverá qualquer cláusula de quitação de contrato de trabalho.

Vale ressaltar que as entidades sindicais presentes puderam contestar alguns pontos da proposta e contribuir com sugestões, as quais foram devidamente encaminhadas para a Comissão do PCCR, sendo que esta analisará as sugestões recebidas e fará o devido encaminhamento nas quais forem possíveis e pertinentes, sem que, no entanto, prejudique a lógica sistemática da proposta.

Nos próximos dias a Comissão do PCCR deverá se reunir com a Diretoria da Sanepar, desta vez, para apresentar a proposta e o relatório dos trabalhos da Comissão, onde solicitará à Diretoria a devida publicidade da proposta aos empregados da Companhia.

2 de novembro de 2018

'Não passa. Eu mesmo voto contra', diz Major Olímpio sobre Previdência

Jair Bolsonaro nem começou e os impasses junto a sua base aliada já demonstram como será o seu governo. O deputado federal e senador eleito por São Paulo Major Olímpio (PSL) foi contundente ao repelir a intenção de votar a Proposta de Emenda Constitucional 287 da reforma da Previdência enviada pelo governo Michel Temer ao Congresso Nacional.
Em entrevista nesta terça-feira (30), na Câmara, Olímpio disse que o projeto de Temer tem vários pontos de divergência apontando pelos parlamentares e que se o governo insistir em tentar aprovar o texto, será novamente derrotado.
A afirmação do deputado – que é apontado como o articulador do futuro governo direitista – contraria a sinalização feita por aliados próximos a Bolsonaro, que deram sinal verde pára a aprovação da proposta de reforma.
“A reforma é necessária, mas os parâmetros da proposta da PEC 287 estão equivocados. Na prática, se a 287 for colocada (em discussão), não passa. Eu mesmo voto contra”, disse Olimpio. “Pelo pouco que conheço da Câmara, se essa proposta for apresentada, ela não passará, pois suprime alguns direitos e não inclui categorias, como agentes e guardas municipais… Uma coisa é a necessidade da reforma, outra é a questão política”, completou.
Para o senador eleito pelo partido de Bolsonaro, a configuração do Congresso também não favorece a votação, já que “metade” dos parlamentares não foi reconduzido. Ele lembrou ainda que há muita dificuldade em se votar propostas da área economia neste ano devido ao pouco tempo para a tramitação.
“Uma coisa é a necessidade [de se aprovar a reforma], outra é a condição política. Metade dessa Casa já não conseguiu renovar o mandato. Então eu acho que o ânimo ou até a legitimidade para mudanças constitucionais ficou bastante comprometida e, com o espaço de tempo até o final do exercício legislativo, não vejo essa condição”, afirmou.
Fonte: NCSTPR

15 de outubro de 2018

DIA DO PROFESSOR! 15 DE OUTUBRO

O Sindicato dos Profissionais da Química do Estado do Paraná – SIQUIM-PR, vem parabenizar todos os professores pela forma com que trataram até hoje a educação. Muitos de vocês gastaram os melhores anos de sua vida, alguns até adoeceram, nessa árdua tarefa.
O sistema social não os valorizam na proporção da sua grandeza, mas tenham a certeza de que, sem vocês, a sociedade não tem horizonte, nossas noites não têm estrelas, nossa alma não tem saúde, nossa emoção não tem alegria. Agradecemos sua sabedoria, criatividade, perspicácia, dentro e fora da sala de aula. O mundo pode não os aplaudir, mas o conhecimento mais lúcido da ciência tem de reconhecer que vocês são os profissionais mais importantes da sociedade.
Professores, muito obrigado. Vocês são mestres da vida.
SIQUIM-PR

6 de outubro de 2018

30 anos da Constituição Federal

A Constituição Cidadã, promulgada em 5 de outubro de 1988, tornou-se o principal símbolo do processo de redemocratização nacional. Após 21 anos de regime militar, a sociedade brasileira recebia uma Constituição que assegurava a liberdade de pensamento. Foram criados mecanismos para evitar abusos de poder do Estado.
A Assembleia Nacional Constituinte, convocada em 1985 pelo presidente José Sarney, trabalhou durante 20 meses. Participaram 559 parlamentares (72 senadores e 487 deputados federais), com intensa participação da sociedade. 
Durante cinco meses, cidadãos e entidades representativas encaminharam suas sugestões para a nova Constituição. Cinco milhões de formulários foram distribuídos nas agências dos Correios. Foram coletadas 72.719 sugestões de cidadãos de todo o País, além de outras 12 mil sugestões dos constituintes e de entidades representativas.
Direitos fundamentais foram garantidos em várias áreas. Na Saúde, por exemplo, a grande revolução foi a criação do Sistema Único de Saúde (SUS). Hoje, União, estados e municípios são responsáveis por um sistema integrado de atendimento à saúde ao qual todo cidadão brasileiro e até mesmo estrangeiros têm acesso. Antes, apenas quem era filiado ao antigo Instituto Nacional de Previdência Social (INPS) podia utilizar os hospitais públicos. O restante era atendido pelas Santas Casas e outras entidades beneficentes.
A Constituição de 1988 colocou a Educação como dever do Estado, inclusive para quem não teve acesso ao ensino na idade certa. Foi ampliada a educação rural e enfatizados os esforços para incluir as crianças com deficiência e a população indígena.
A defesa do consumidor também foi introduzida como um direito fundamental. O Código de Defesa do Consumidor foi elaborado por determinação expressa da Constituição.
A nova Carta também garantiu ao brasileiro o pleno acesso à Cultura e conferiu ao Estado a obrigação de proteger todos os tipos de manifestações tipicamente nacionais, como a indígena, a popular e a afro-brasileira.
A histórica sessão solene do Congresso Nacional em que foi promulgada a atual Constituição da República Federativa do Brasil, no dia 5 de outubro de 1988, foi marcada por fortes discursos e por momentos de emoção. Quando a cerimônia foi encerrada, pouco depois das 17h, o país havia concluído a transição entre a ditadura e a democracia e começava a viver um novo período histórico.
Vale lembrar que no dia 5 de outubro o país viveu uma situação inusitada: até as 15h50 daquele dia, o Estado e a sociedade foram regidos por uma constituição e, daquele momento em diante, por outra. Assim, os pais brasileiros, por exemplo, passaram a ter direito à licença-paternidade, algo que não havia antes, e a polícia não pôde mais realizar operações de busca e apreensão sem autorização judicial.
Antes de 1988 não existiam liberdades públicas. Eram fortemente tutelados os direitos fundamentais de liberdade de expressão, de imprensa, de ir e vir, de reunião, dentre vários outros. Não era possível xingar o governo nem havia eleições livres. Marcha das mulheres contra ou a favor de quem fosse não poderia ocorrer.
A Constituição Federal consagrou, em 1988, uma importância maior aos direitos sociais, elevados à condição de fundamentais: educação, saúde, trabalho, transporte, lazer, segurança, previdência social, proteção à maternidade e à infância, assistência aos desamparados, além de outros incluídos posteriormente através de emendas. Todavia, contrariando os anseios democráticos da Assembleia Constituinte, os ataques sucessivos aos direitos sociais colocam hoje milhões de brasileiros à beira do abismo.
A Constituição Cidadã ampliou direitos da sociedade em geral, e dos trabalhadores em especial e, por isso, passou a ser contestada desde o início de sua vigência por segmentos político e econômico. Desde então, são 30 anos de batalhas pela manutenção das conquistas e, numa luta injusta e desigual, muitos direitos foram reduzidos ou extintos pelos sucessivos governos, com a participação dos poderes Legislativo e Judiciário.
Deixando o retrovisor de lado e olhando pelo para-brisa do automóvel, verifica-se que hoje, dia em que a Constituição faz 30 anos, estamos na reta final para a escolha do novo presidente do País, temos dois candidatos que, aparentemente, apresentam opções opostas de mundo, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad, o que reforça a necessidade de tentar compreender o futuro de nosso país.
Principal símbolo da redemocratização do país, a Constituição Federal de 1988 sofreu um duro golpe, com a promulgação da emenda constitucional 95, que limita investimentos em saúde, educação e segurança pública. Entre os exemplos de violação dos dispositivos constitucionais, está a reforma trabalhista, a nova lei trabalhista implementada por Michel Temer, com o apoio do capital, fere, entre outros dispositivos, o artigo 7º da Constituição quando legitima a prática do negociado prevalecer sobre o legislado, princípio este, que viola a Constituição Federal que não permite redução de direitos para patamares inferiores. A exceção é quando estiver previsto em acordo coletivo. A reforma trabalhista, no entanto, torna regra geral o que era exceção na Constituição e faz prevalecer o que for discutido na mesa entre trabalhador e empregador mesmo que seja para diminuir direitos.
A Constituição Federal de 1988 está sob severo ataque há dois anos, desde o golpe que levou Michel Temer à presidência da República. Não podemos permitir que as elites brasileiras assumam o poder para esquartejar a Constituição que completa nesta sexta-feira, 30 anos de existência.
Trabalhadores, façamos valer os nossos direitos e que no próximo domingo, elejamos candidatos alinhados aos interesses da classe que move este país!
FONTE: NCSTPR